O caso da saúde e o descaso do governo

Por Serleyser Araujo 14/05/2019 - 08:24 hs

Em 2018, quando ainda integrante da Rádio São Francisco 96,3 FM e apresentava o Programa Observatório, tive a oportunidade de entrevistar o então senador e atual governador Ronaldo Caiado. Na ocasião lhe questionei sobre a saúde pública numa eventual gestão. Ele , sem hesitar, respondeu afirmando que a mesma teria tratamento ímpar, inclusive apresentando o projeto de construção daquilo que intitulou como "policlínicas", para reforçar o atendimento à saúde no interior do Estado. Várias foram as propostas para essa área, eu até poderia escrever um texto enorme sobre o que foi dito, mas, de forma enfática, o entrevistado me chamou atenção quando afirmou ser médico e por mais de 20 anos cuidar de gente, e por isso se intitulava preparado para realizar gestão ímpar no quesito saúde pública.

Mas, não é isso que vejo. Aliás, ao ler o pronunciamento da Santa Casa (a mesma instituição que recepcionou o Caiado e suas promessas), de que irá reduzir os atendimentos por falta de repasse de verba do governo estadual, sinto que o "combativo parlamentar", agora chefe do executivo, Ronaldo Caiado ainda está ancorado nas suas promessas, enxergando à frente apenas sua própria arrogância e vaidade política.

O cidadão, especialmente o pobre, esse mesmo que buscou mudanças confiado nas promessas desse governo, esse sim, vai pagar o pato; vai amargar a via crucis para conquistar uma consulta de emergência, mendigar um exame de urgência e só com grande sorte conseguirá, o que será parecido ao prêmio da Mega Sena.

É lamentável saber que a incompetência é gritante nesse governo. Claro que com isso não quero aqui isentar a responsabilidade de Marconi Perillo; ao contrário, o vejo como outro culpado disso.

Espero que essas mazelas sejam corrigidas e, ainda, que os autointitulados representantes do governador em Anápolis, de forma especial o Carlos César Toledo, o qual também, nas minhas entrevistas, sempre se colocou como amigo do Caiado e hoje integra o governo, preste contas ao povo anapolino.

Quero um Estado melhor, de gestão humanizada, que dê abrigo ao mais carente, que evite o ultraje ao cidadão de bem e que oportunize ao investidor os incentivos merecidos.

Afirmo que mesmo distante dos microfones de uma Rádio não posso me furtar ao dever de criticar e cobrar soluções.

Finalizo com um pensamento: "O pobre não merece sofrer além daquilo que naturalmente lhe é imposto pela ausência financeira".

Serleyser Araujo é advogado e radialista.