Coordenador da campanha de José Éliton é preso pela PF

Investigação apura propinas para agentes públicos de Goiás, relatadas na delação da Odebrecht.

28/09/2018 - 10:59 hs

O ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) Jayme Rincón, coordenador de campanha à reeleição do governador de Goiás, José Elinton (PSDB), foi preso na Operação Cash Delivery, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 28, e que tem como alvo o candidato a senador e ex-governador do Estado Marconi Perillo.

Rincón também esteve envolvido no escândalo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em 2012, e chegou a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional que investigou o caso.

Segundo o MPF, a operação tem o objetivo de “colher provas da prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa atribuída ao ex-senador e ex-governador Marconi Perillo em colaborações premiadas de executivos da Odebrecht”. Segundo os delatores da empreiteira, Perillo recebeu propina de 2 milhões de reais em 2010 e 10 milhões de reais em 2014, para suas duas últimas campanhas ao governo do estado.


São cumpridos cinco mandados de prisão temporária e catorze de busca e apreensão. Os alvos dos mandados são Jayme Rincon, ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), o filho dele, Rodrigo Godoi Rincon, o policial militar Márcio Garcia de Moura, o ex-policial e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.

A prisão de Marconi Perillo não foi possível porque a lei proíbe a prisão, fora de flagrante, de candidatos a menos de quinze dias das eleições. Jayme Rincon é o coordenador da campanha do governador de Goiás, José Eliton (PSDB), à reeleição. De acordo com o Ministério Público, Rincon apagou e-mails de um servidor em meados de 2016, tão logo a Operação Lava Jato cumpriu um mandado de busca e apreensão em um apartamento na rua Haddock Lobo, em São Paulo, onde seu filho morava, oque, para o órgão, “indica tentativa de destruir provas”