Exposição “Anápolis focalizada por Francisco Garcez” resgata a história nos anos 40.

São mais de 60 anos da história da cidade retratados em imagens e documentos.

Por Administrador 19/08/2018 - 14:08 hs

A exposição fotográfica “Anápolis focalizada por Francisco Garcez”, na Estação Ferroviária “Prefeito José Fernandes Valente”, ao lado Terminal Urbano, no Centro, tem até sábado, 18, às 18h. A entrada é franca. A mostra, que tem recebido centenas de pessoas nos últimos dias, resgata a memória da cidade ao longo das décadas de 1940 e 1950, pelos olhos do fotógrafo Francisco Garcez. O espaço expositivo é uma das unidades culturais mantidas pela Prefeitura de Anápolis via Secretaria Municipal de Cultura.

“A fotografia é um fragmento congelado da realidade. Olhamos e vemos adultos e crianças que são personagens da nossa história. Muitos envelheceram, e alguns morreram. O cenário também já foi modificado”, afirma o organizador da exibição, que é coordenador do Museu Histórico de Anápolis e presidente do Instituto do Instituto de Patrimônio Histórico e Cultural Professor Jan Magalinski, Jairo Alves Leite, ao explicar que a proposta é relembrar esse período.

O acervo é composto por 30 fotos originais de Francisco Garcez e mais 30 fotos ampliadas que foram selecionadas para retratarem a trajetória da cidade e mais cinco máquinas fotográficas antigas. “Foram doações feitas pela comunidade, aquisições próprias, doações do historiador Jan Magalinski, que é o caso das máquinas fotográficas”, conta Jairo.

De acordo com o historiador, não é toda cidade que possui um acervo fotográfico e que Anápolis é privilegiada por isso. “Ele registrou as nossas paisagens, evidenciando a arquitetura e urbanização daquele período, mostrando a modernização de uma cidade no interior do Brasil”, ressalta.

Chiquito

Francisco Garcez, apelidado de Chiquito, nasceu no início do século passado – não há registros do local. Mudou-se para Anápolis na década de 1920, onde trabalhou como carroceiro e alfaiate. Posteriormente, Francisco foi presidente da União Popular Sociedade Beneficente, além de professor e fundador da Escola União Operária e do Jornal Operário, na década de 1930.

Começou a trabalhar como fotógrafo no início da década de 1940. Seu ateliê era localizado na Rua 15 de dezembro, Centro, onde comercializava coleções fotográficas que fazia da cidade e muitas pessoas compravam e faziam delas cartões postais.

Participou da comissão que organizou as festividades do cinquentenário de Anápolis, em 1957, quando propôs a criação de uma urna onde a população depositou pertences e cartas, para ser aberta no dia 31 de julho de 2007, durante o centenário da cidade. “tem álbuns fotográficos dele dentro da urna. Infelizmente a urna ficou úmida e muita coisa se perdeu, mas o restante desta urna está exposta no Museu Histórico de Anápolis”, contou Jairo Alves Leite, que também é diretor do museu. Durante a década de 1950, ele também trouxe o escotismo para Anápolis.

Na década de 1960, Francisco Garcez mudou-se para Alexânia. Lá ele se tornou maçom, trabalhou como contador e contribuiu muito para o desenvolvimento do município. “Inclusive tem uma praça que leva o seu nome lá”, lembra o historiador. Francisco Garcez faleceu em 4 de maio de 1979.

Fonte: Site - Prefeitura de Anápolis.